21.12.04

zzzzzzzzzzzz

Entro, fecho a porta. As janelas permanecem fechadas, pois chove torrencialmente. Abro o livro.
Ah! O silêncio.... como é gratificante. Algo estraga momento tão silencioso. Ela corre para os lados, faz movimentos circulares, quinze minutos.... se debate contra o espelho, e novamente, e novamente.... Eu tenho o poder de salvá-la, de dar-lhe a liberdade. Mas a cama é tão quentinha. Pra que estragar o sussego por uma criatura tão insignificante para a minha existência? Estaria eu cometendo uma violência, por não salvá-la, ou alguém pode me justificar por inércia? Bem, antes que eu fique com a consciência pesada, é melhor abrir a porta e dar-lhe a liberdade. Afinal, nunca se sabe quando me tornarei budista.... Melhor ajudar a mosca.