30.5.06

O tempo é curto. Uma situação: percebi que já faz um tempo eu consigo voltar atrás... talvez seja minha vocação canceriana pra caranguejo. É, pode ser.... Em todo caso, espero que surjam novas situações e me arrastem de forma intensa para a frente...

15.5.06

Ai ai....

É, por mais que eu tente, é inalienável a utilidade desta página como estante. Sempre que fico melancólica a ela recorro. Tão somente para aliviar-me ao transmitir sentimentos de incompletude para páginas em branco sem leitores, ou , com poucos.
O motivo da melancolia de hoje? A velha sensação de que as coisas não acontecem quando eu quero. Logo me vem o consolo " acontecem quando devem ocorrer". E daí? Nesse momento, de que adianta? De nada.
Uma atitude ligeira e sem muitos pensamentos já me fez saber onde e com quem estarei este final de semana. Não é com mon pensée, aliás, às vezes tenho a impressão de que ele nao passará a existir novamente. Tantas pessoas espalhadas pelo mundo, mas nenhuma surge como pensée, por mais que eu procure. E como tenho procurado. Carência afetiva existe muita, principalmente quando nao tenho mais que correr atrás da "meta" UNICAMP. Essa eu atingi e nao tive coragem de enfrentar. Porque? Creio que pela estabilidade que a FJP me ofereceu. É esse o problema. Agora que possuo estabilidade estudantil, pelo menos nos proximos 3 anos e meio, e até profissional, já que um trabalho digno eu terei, tendo que lutar apenas para melhorar de cargo ou salário, minha preocupação existencial passa a ser um par. A eterna insatisfação humana. Às vezes creio que encontrei mon pensée, mas dura tempo suficiente apenas pra algumas rápidas batidas de coração. Novamente volto ao meu caminho solitário, que agora não precisa ser assim por necessidade de alcançar metas, mas por imposição de minhas atitudes. Vai saber não é?
Por enquanto, desisto de escrever, assim como desejo boa noite a mon pensee, se um dia ele existir.

4.5.06

Mudança

Eu estava disposta a nao mais postar nada aqui, porém veio-me à cabeça a idéia de que posso postar coisas nao sentimentais, reflexões mais humanitárias sobre pobreza, desenvolvimento, relaconamento pessoal, mundo, enfim.... o resto do mundo que eu costumo ignorar por viver em busca de m novo grande amor. Essa questão continua torturando-me, entretando, nao faz-se necessária à minha sobrevivência, nem à sobrevivência do restante do mundo. Seria um egoísmo meu ignorar tanto sofrimento a minha volta para refletir apenas sobre as minhas dores e as minhas desilusões. Como gosto de escrever, mudarei um pouco o foco deste blog. Não digo que o divulgarei com entusiasmo, entretanto usarei-o como cartão de visita de minhas angústias como cidadã que sofre com o padecimento alheio. Assim as pessoas possam ver em mim algo mais do que uma menininha iludida. Sei que sou mais que isso, apesar de a minha natureza impor-me grande parte de meus pensamentos a mim e minhas ilusões.